Em 01/10/09
Desde a infância, quando assistia pela TV aos desfiles das escolas de samba, ela tinha certeza que um dia iria fazer parte daquilo que tanto a encantava. Ao notar os movimentos da porta-bandeira, sonhava com o dia em que poderia, também atravessar a pista do Sambódromo conduzindo o pavilhão de uma escola e sendo cortejada por um mestre-sala. O sonho de Priscilla Mota, virginiana de 27 anos, acabou se concretizando, não exatamente da forma como imaginou a princípio. Ela acabou mesmo fazendo parte do espetáculo, mas como coreógrafa de comissão de frente. Priscilla divide, desde o Carnaval de 2008, com o marido Rodrigo Negri – que, assim como ela, pertence ao Ballet do Theatro Municipal do Rio -, o comando da comissão de frente da Unidos da Tijuca.
A estreia na Avenida foi como componente de ala comercial, na adolescência, desfilando na Portela, Grande Rio e em várias outras dos grupos de Acesso. O contato com o ziriguidum nas quadras começou mais cedo, entre 10 e 11 anos, na Imperatriz Leopoldinense, levada pela mãe e pela avó.
- Comecei a fazer dança aos 11 anos. Foi quando comecei a sonhar em ser porta-bandeira, o que era uma tendência natural. O bailado do casal é uma coisa que sempre admirei muito. Depois, acabei me encantando também pela comissão de frente – revelou Priscilla, que estreou como componente de comissão no desfile de 2005, pela Tradição. No ano seguinte, já foi alçada à condição de assistente do coreógrafo Sergio Lobato na mesma escola, seguindo com ele, em 2007, para Unidos do Viradouro.
Na estreia na escola do Borel como coreógrafa, nossa mais nova modelo SAMBARAZZO contou com a companhia do marido para comandar o grupo que abriu o desfile que tinha como enredo as coleções.
Para as fotos deste ensaio, Priscilla, mostrou sua sensualidade no estúdio de Yuri Graneiro e em locações como o charmoso bairro de Santa Teresa, mantendo a mesma beleza, elegância, e delicadeza de movimentos das bailarinas.